Olá pessoal!
Quando me
deparo com depoimentos sobre o primeiro contato com a leitura, percebo algumas
situações comuns, como por exemplo, a influência da família no estímulo a
leitura e quanto isso marcaram suas vidas. No meu caso não poderia ser
diferente, entretanto por minha mãe não ter formação escolar completa, minha
irmã e eu não presenciamos muitos momentos de leituras feitos por ela, mesmo
assim ela sempre nos orientou muito sobre a necessidade de se ter este
excelente hábito.
Em várias
situações, minha mãe nos pedia para minha irmã e eu lermos para ela, desde
histórias de contos de fadas até livros de culinárias, tornando esse momento
invertido delicioso e encantador. Hoje tento fazer o mesmo com minhas filhas,
pois adoro ler para elas e amo ouvi-las lendo para mim.
Infelizmente,
sabemos que esse estímulo não é praxe para todas as famílias Alguns pais
acreditam que, por não serem letrados ou não possuírem nenhum grau de
escolaridade, não são capazes de incentivarem seus filhos, contudo, sabemos que
isso não é “regra”, pois filhos não instruídos nunca foi sinônimo de pais não
instruídos, mas pais sem responsabilidade, sim.
“É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos
pais.”
(Coelho Neto)
Diferentemente da minha infância, onde os pais realmente não possuíam muito estudo, mas incentivavam (e muitas vezes até forçavam) os filhos a aprender, e através do estudo terem uma vida melhor, menos sofrida. Os filhos por sua vez, tentavam fazer o seu melhor para agradar os pais. Noutras palavras, a família se construía de forma unida, sempre um auxiliando o outro.
ResponderExcluirHoje, a maioria dos pais são escolarizados, letrados, e muitas vezes formados nas mais diversas áreas, mas delegam a criação de seus filhos a escola. O fato de ler para o filho, é antes de tudo um gesto de carinho, de amor, toda criança gosta.
Quando digo que a maioria dos pais são letrados, lógico que estou falando de uma capital como São Paulo (não conheço a realidade de outros locais), onde temos uma escola em cada esquina. Não consigo imaginar pessoas com 20, 30 até 40 anos que moram em São Paulo, tem filho e sejam totalmente analfabetas.
Como você mesma mencionou a família estava presente na vida das crianças (mesmo com todas as dificuldades), hoje, apesar das facilidades vejo crianças cada vez menos alfabetizadas e pais cada vez mais afastados dos seus filhos, restando a escola, criar meios para garantir um bom aprendizado às crianças.